A algumas décadas atras a nossa querida guitarra era um instrumento quase que afrodisíaco para quem a empunhava.
Entretanto, com o passar dos tempos, o espaço dedicado a ela foi diminuindo até o ponto em que estamos hoje. Ninguém mais quer ouvir um solo de guitarra.
Em outros tempo, artistas como Steve Vai, Yngwie Malmsteen e tantos outros esbanjavam virtuosidade e colhiam os frutos por isso. Lotavam estádios mesmo sem acompanhar uma banda, em carreira solo, o público os acompanhavam.
Quem não lembra das excentricidades desses "Guitar Heroes" com suas coleções de carros e guitarras, além das festas regadas a muito sexo com as maiores beldades que o dinheiro podia pagar?
Pois é, os tempos são outros. Com a decadência do Rock como um todo, segmentado a nichos, o glamour da guitarra foi jogada no lixo. O Rock saiu de cena, e assim, não temos mais aquele moleque que pede aos pais uma guitarra de presente após ver Um Guitar Hero na TV. A guitarra foi rebaixada no mainstreean musical, agora, quando aparece, não passa de coadjuvantes.]
E aqueles que lotavam estádios empunhando os objetos de desejo?
Esses tiveram que se virar para continuar se mantendo apenas da guitarra. Não raro ver o outrora milionário Malmsteen vendendo pedais em seu perfil oficial no Instagram, ou ver o Steve Vai vindo ao Brasil e fazendo Workshows para 200, 300 pessoas.
Passou a época em que um instrumentista enche estádio.
Muito disso se da a desunião por parte dos que "curtem" e fazem rock. A segmentação idiota acabou por enterrar a guitarra no mundo e a maior prova disso é a falência, ou concordata, da gigante Gibson.
Enfim, o Rock está agonizando na fila do SUS, e poucos ligam pra ele. Mas lembrem, com a morte do rock, matamos a guitarra.



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